Desejo, sujeito da psicanálise e ser-humano
Hoje pretendo fechar o raciocínio a respeito do desejo e a constituição do sujeito, que se iniciou no primeiro texto que postei. Para isso é importante marcar com atenção, desde o início, a distinção que há entre dois conceitos diferentes e que, até a publicação desse texto, não havia sido feita de forma clara: o sujeito do inconsciente ou sujeito da psicanálise, incurável, objeto de atuação dos psicanalistas e cuja formulação, no meu modo de ver, nem sempre é clara (em tempo, apesar de prolixo, Lacan tem um pouco mais de êxito nessa tarefa do que Freud) e o "sujeito-sintoma" ou ser-humano, que sou eu, você e qualquer um andando na rua ou lendo este blog. O primeiro se constrõe no setting psicanalítico, ou seja, no consultório. Deitado no divã, o analisando teia junta com o analista a trama linguística de inconscientes que desvela a cadeia de significantes e dá origem a esse sujeito da psicanálise . Ele é produto do fenômeno psicanalítico, do "aqui-agora" psicana...
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