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Existência Tóxica Inez Lemos - Psicanalista - Estados de Minas

Jovens, cada vez mais fissurados, se isolam em jogos virtuais: o vínculo com o objeto se transforma em dependência e sentido da vida (Frederic J. Brow) Como prevenir para que os filhos resistam às adicções – drogas, álcool, internet? A pergunta de uma mãe expõe o dilema que muitas vivem. Iniciamos pelas substâncias tóxicas. Como elas entram na vida dos jovens? É possível identificá-las como um aditivo narcísico, um ponto de apoio, um suporte. Elas chegam, muitas vezes, amparando uma crise de insegurança. Desconfiança, medo, incerteza. O mundo está cada vez mais inseguro e as profissões cada vez mais fragmentadas. Amigos, amores? Quem são? Festas ou baladas regadas a remédios controlados? Nas casas noturnas consome-se, como estimulante, Ritalina – medicação indicada no tratamento do chamado “déficit de atenção”. O ato aponta gozo em transformar o lícito em ilícito.

Trecho do artigo: "Homens que amam demais"

AFFONSO ROMANO DE SANT'ANNA » Homens que amam demais‏ Estado de Minas: 20/10/2013  "Sobre a paixão, Carlos Alberto Lüffler tinha uma teoria: o apaixonado é um sujeito sem culpa. É como o atropelado. Ele não quer se apaixonar, não está à procura da paixão, mas ela vem como um caminhão, derrubando tudo. O atropelado também não quer ser atropelado. Ele está só andando na rua, seguindo na calçada, direitinho, e vem um ônibus desgovernado, invade e passa por cima dele. Que culpa tem? E completava: pior. O atropelado já está no chão, morrendo, dá uma olhadinha para ver o que o atropelou e o motorista do ônibus ainda lhe dá um adeusinho." Achei fantástica este descrição da paixão, o assunto está em alta com o centenário de Vinícius de Moraes, conhecido como o poeta da paixão. Poderia dizer que é um complemento do texto que postei: Amor, paixão e solidão.

Link de debate sobre "Alienação Parental"

Segue o link do programa Espaço livre, do canal de TV da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia sobre "Alienação Parental", gravado no dia 16/9 e exibido no dia 19/9. No programa Claudio Carvalho (psicanalista), Everaldo Queiroz (presidente da ABCF-Bahia, Kallila Barbosa (psicóloga jurídica) e Marcelino Galo(deputado estadual). Um bom debate, bastante esclarecedor e parte da campanha de combate à alienação parental na Bahia. Vale a pena conferir. http://www.canalassembleia.ba.gov.br/DetalhesVideo.aspx?ProgramacaoID=3255

FLORAL É LEGAL !

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" A desconfirmação é o não reconhecimento dos sentimentos da criança, o que pode representar, para ela, a negação da sua identidade, ou seja, a negação dela própria. Não reconhecer, por exemplo, que ela está com medo de escuro: "Não, você não tem medo de escuro". Ou negar seu desejo: "Não, você não quer esse brinquedo."A desconfirmação pode ter sérias repercurssões psicológicas. Por outro lado, r econhecer e aceitar o sentimento ou o desejo da criança não significa encampá-lo ou realizá-lo. Os pais poderão tentar convencê-lo ou demovê-la e, no caso do brinquedo, até não comprá-lo. Mas o importante é reconhecer e aceitar o desejo, repito, MESMO NÃO O SATISFAZENDO." Eduardo Ferreira -Santos - Psiquiatra e psicoterapeuta O modelo de educação infantil tem mudado com o tempo. Aproveitando a reflexão de Eduardo Ferreira Santos, devemos estar atentos para não minimizar o querer da criança, ou seus medos, seus sentimentos, isso pode reflet...

Documentário sobre alienação parental: Uma morte inventada

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CLAUDIO CARVALHO PARA JORNAL A TARDE.

DIREITO AO PAI: PSICANÁLISE E JUSTIÇA A manhã de sol no domingo era esperada para passear na Ponta do Humaitá com minha filha Vic, às margens da Baía de Todos os Santos. Em um desses passeios, sentados nas pedras do quebra-mar, fui interpelado por Vic sobre o que ela seria quando crescesse. Surpreso com a pergunta, respondi, depois de pensar um pouco, que o que ela escolhesse para fazer seria bem feito. Ela retrucou, dizendo que eu falava aquilo porque era seu pai. Não sei se a conversa foi replicada com sua mãe, mas, certamente, e nos melhores dos casos, o diálogo seria diferente. Explico: a função de um pai, dentre outras, é a de sustentar um discurso sobre a criança diferente da fala materna a etiquetar o corpo do pequeno sujeito quando, nos primeiros cuidados, atribui, através de um empréstimo de sentido, palavras às manifestações de choro e desconforto do bebê. Essas antecipações feitas pela mãe são cruciais para a estruturação psíquica do infans (aquele que não fala), m...