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Por que tem que ser igual?

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      O ser humano passa a vida tentando encontrar o seu encaixe. Como seria este encaixe, o igual ou o diferente? Diria que o diferente é sedutor e assustador, o igual é seguro. Afinal, lidar com o conhecido é mais fácil. Isso justifica tanta coisa, inclusive a repetição das figuras parentais. É mais fácil repetir pai e mãe que se rebelar contra eles. É sempre o mesmo processo. Por exemplo: a mulher que é agredida pelo marido constantemente. Para ela o mundo lá fora é assustador porque é desconhecido. Dentro do seu mundo ela é agredida, mas sabe exatamente o que vai acontecer todos os dias. Como mecanismo de defesa se julga merecedora e justifica a sua inércia.  Vou me remeter a um assunto pessoal: meu marido adora ficção científica, eu detesto. Gosto de romance, filmes baseados em fatos verídicos e drama. Ele adora vídeo game, eu não sei nem pegar no controle; ele é da área de direito, eu de psicanálise; ele gosta de viagens de aviã...

Por Dentro do Ser realiza mais um evento em Brasília!

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Eu tinha um cachorro preto, seu nome era depressão

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A terceira margem do rio

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A terceira margem do rio Guimarães Rosa Nosso pai era homem cumpridor, ordeiro, positivo; e sido assim desde mocinho e menino, pelo que testemunharam as diversas sensatas pessoas, quando indaguei a informação. Do que eu mesmo me alembro, ele não figurava mais estúrdio nem mais triste do que os outros, conhecidos nossos. Só quieto. Nossa mãe era quem regia, e que ralhava no diário com a gente — minha irmã, meu irmão e eu. Mas se deu que, certo dia, nosso pai mandou fazer para si uma canoa.

Sobre o pai real

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Existência Tóxica Inez Lemos - Psicanalista - Estados de Minas

Jovens, cada vez mais fissurados, se isolam em jogos virtuais: o vínculo com o objeto se transforma em dependência e sentido da vida (Frederic J. Brow) Como prevenir para que os filhos resistam às adicções – drogas, álcool, internet? A pergunta de uma mãe expõe o dilema que muitas vivem. Iniciamos pelas substâncias tóxicas. Como elas entram na vida dos jovens? É possível identificá-las como um aditivo narcísico, um ponto de apoio, um suporte. Elas chegam, muitas vezes, amparando uma crise de insegurança. Desconfiança, medo, incerteza. O mundo está cada vez mais inseguro e as profissões cada vez mais fragmentadas. Amigos, amores? Quem são? Festas ou baladas regadas a remédios controlados? Nas casas noturnas consome-se, como estimulante, Ritalina – medicação indicada no tratamento do chamado “déficit de atenção”. O ato aponta gozo em transformar o lícito em ilícito.

Trecho do artigo: "Homens que amam demais"

AFFONSO ROMANO DE SANT'ANNA » Homens que amam demais‏ Estado de Minas: 20/10/2013  "Sobre a paixão, Carlos Alberto Lüffler tinha uma teoria: o apaixonado é um sujeito sem culpa. É como o atropelado. Ele não quer se apaixonar, não está à procura da paixão, mas ela vem como um caminhão, derrubando tudo. O atropelado também não quer ser atropelado. Ele está só andando na rua, seguindo na calçada, direitinho, e vem um ônibus desgovernado, invade e passa por cima dele. Que culpa tem? E completava: pior. O atropelado já está no chão, morrendo, dá uma olhadinha para ver o que o atropelou e o motorista do ônibus ainda lhe dá um adeusinho." Achei fantástica este descrição da paixão, o assunto está em alta com o centenário de Vinícius de Moraes, conhecido como o poeta da paixão. Poderia dizer que é um complemento do texto que postei: Amor, paixão e solidão.