AFRODITE MODERNA


Sabe-se que na mitologia grega os deuses eram movidos pelo ciúme, inveja, guerras e vinganças. Quando nos tratamos de Deus (do cristianismo) temos a imagem da pureza e do amor, mas quando nos tratamos dos deuses mitológicos estamos diante do lado mais sombrio do ser humano, longe do nossas facetas de pureza e amorosidade.
Afrodite tinha inveja de Psiquê, assim como a madrasta da Branca de Neve tinha de sua enteada. Ambas queriam aniquilar suas concorrentes. Quando criança, eu tinha uma visão romântica de Afrodite: A DEUSA DO AMOR. E é assim que ela é conhecida, adorada por seus súditos. Mas o amor envolve ciúme, inveja, rancor, vingança e não foi diferente na história desta Deusa. Por inveja de psiquê, Afrodite quis matá-la. Por ironia do destino, tudo que conseguiu foi fazer com que Eros, seu filho e deus do amor, se apaixonasse por ela. Vamos abordar isso em um outro texto, hoje vou desenvolver algo sobre Afrodite.
Quem são as Afrodites modernas ? Como se comporta Afrodite no mundo de hoje? Em Hollywood tivemos verdadeiras encarnações de Afrodite: Marilyn Monroe, Greta Garbo, Elizabeth Taylor e no Brasil temos a Vera Fischer e algumas outras que podem não estar me ocorrendo agora. Mas existem as Afrodites que fazem parte do nosso cotidiano ou até mesmo nós mesmas. São as mulheres super vaidosas, com a sexualidade bastante exacerbada, que gostam de seduzir. Este é um estado natural nelas, exalam sensualidade. Afrodite está na mídia, quer chamar atenção, estar em destaque. Normalmente seu magnetismo, seu charme, seu encanto atraem homens e mulheres.
O sexo para ela é de grande relevância, mas tem que ter um envolvimento, tem que ter um coração, não pode ser tão leviano. As mulheres Afrodites são ótimas amantes, mas acredito que não sejam tão boas esposas. Elas não gostam de criar raízes, gostam da aventura, gostam de estar apaixonadas e no casamento a paixão, em determinada época, dá lugar ao amor. Ela não suportariam a rotina de um casamento, o dia a dia, o cotidiano. Filhos? Não cabem na vida delas, eles acabam com o “glamour”. Seria até uma mãe amorosa, que conversaria com seu filho sobre sexo com a naturalidade de alguém que ensina as cores para uma criança de cinco anos. Seria aquela mãe que os amigos dos filhos ficariam ouriçados. Por hora, os filhos, podem gostar ou preferir que a mãe fosse menos “mulher”. Quanto às filhas mulheres vão ser tratadas como uma bonecas, cheia de acessórios, vestidos de última moda... ou vão competir com as mães e sua jovialidade.
Persongens que são verdadeiras encarnações de Afrodite: Samanta de Sex and City (seriado americano), Natalie de Insensato Coração (novela da globo), Gabrielle Solis de Desperate Housewives (seriado americano). Todas são super vaidosas e ótimas amantes, gostam do “glamour” e não encarnam muito bem o papel de mãe.
Quando são preteridas podem agir de forma bem passional, são vingativas e não deixam barato o mau feito. Adoram estar na mídia, gostam do destaque, de aparecer, de estar em evidência. Gostam muito de dinheiro por ser um meio para seus luxos e extravagâncias. Estão sempre preocupadas com corpo, aparência, sobre como estão sendo vista.
A chaga de Afrodite é social, ela não é bem vista principalmente pelas mulheres casadas, as igrejas ou tudo que representa o tradicionalismo. O machismo social faz com que esta deusa não seja bem aceita. Ela desperta os desejos masculinos, representa a quebra da família e suas tradições. Na verdade nós mulheres deveríamos assumir ou aprender a libertar nossa porção Afrodite, faz bem para a pele, para o corpo, para mente, para o coração e para os casamentos...

Comentários

Anônimo disse…
querida Leila, adorei o artigo, mas acho que não dou para ser uma afrodite.
bjs,
Katia
Leila Viana disse…
Katia, muitas vezes não nos identificamos com Afrodite nossa identidade está atrelada a alguma outra deusa(falarei sobre outras também). O que é muito saudável e muitas vezes necessário é nos vestirmos de "mulherzinha", subir no salto e enfrentar o mundo. Rs
Verônica Macedo disse…
Acho que todas temos um pouco de Afrodite. Característica não tão exacerbada, mas ela está ali. Nós, mulheres, somos terríveis. rs
Beijo Leila. Adorei o artigo.
Leila Viana disse…
VE, realmente todas nós temos um "quê" de Afrodite rs Somos terríveis mesmo, terrivelmente sedutoras!!!!!!
Bj, obrigada pela visita.
Oi Leila!
Gostei do texto!
Acho que quem não é totalmente Afrodite usa, quando necessário, de seus atributos, artimanhas e todas as formas sedutivas possíveis. Lançar mão dessas ‘armas’ é uma prática tipicamente feminina, que as vezes são descaradamente de mau gosto, vulgar, ou muito sutil e refinada. Assim a fêmea muitas vezes usa dessas suas estratégias para transitar nesse mundo, tão masculino, com mais facilidade. E essa “sedução” não é somente para conquista, é muito mais abrangente.
Bjs.
Jacq.
Anônimo disse…
Gente, concordo que todas temos um "quê" de Afrodite. Até porque nossa sociedade cria as mulheres para conseguir as coisas pela sedução, caras e bocas!!! bj, Ju
Leila Viana disse…
Jaque e Ju, dá até para os homens ficarem com medo desta coisa de "transitarem no mundo masculino" rs, com o complemento da Ju então...chio de caras e bocas. Eles vão se sentir ressabiados com tantas artimanhas de sedução.
Beijos.
Clara Rohem disse…
Sim! Afrodites Sem Fronteiras! Quem está mais próxima a mim sabe que meu projeto de vida é ser Afrodite!!! Um dia ainda chego lá! rs
Adorei o texto.
Muitos beijos.
Leila Viana disse…
Eu tento também...Mas é um esforço, não é nada tão natural!!!!Espero que você tenha mais sorte rsrsrs
Esqueço do batom, o brinco, o cinto, adoro sapatos baixos ou altos doem meu pé... Mundo muito difícil este de Afrodite. Obrigada pela visita.BJ
Clara Rohem disse…
Falando sobre "buscar um outro em nós mesmas", gostaria de sugerir - se não fosse muito abuso - que vc escrevesse algo sobre o filme VIPs. (A história de Marcelo, o carinha que se fez passar, entre outras pessoas, pelo herdeiro da GOL). É claro que são discussões distintas, mas adoraria conseguir olhar esta história por um ponto de vista mais psicológico e filosófico...
Um beijo.
Leila Viana disse…
Clara, vou assistir o filme sim e se render um texto publico aqui para discurssões.
Beijos, obrigada pela sugestão.
Leila
Juliana disse…
A mitologia feminina é tão vasta, tão rica e pode nos ajudar tanto nesse caminho de autoconhecimeento, né? Adoro esse tema!

Conhece o livro "As deusas e a mulher", da Jean Shinoda Bolen? Muito bom!

Abraços!

Juliana
Leila Viana disse…
Olá Juliana, tudo bem?
Eu também adoro este tema.
Conheço este livro e é também uma das minhas fontes de pesquisa.
Bj. Obrigada pela visita.
Leila
Psicologosdobem disse…
Muito bom o seu texto Leila!
A Afrodite deve ser mais conhecida e estudada, assim como todos os arquétipos. Acredito que somos várias mulheres em uma, a amante, a mãe, a esposa, etc... SEmpre uma reina, com certeza mas conhecer cada uma dessas beldades dentro de nós, conhecer seus dois lados (bom e mau) e saber utilizar todos harmonicamente é a chave da individuação. Conheço Afrodites que são mães maravilhosas pois têm seu lado Deméter muito forte. "Não se identificar" com essa deusa significa que temos que trabalhar esse lado em nós. Milhões de beijos e continue nos agraciando com seus textos! Karina Rodrigues

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