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NARCISISMO, UM COMPLEMENTO...

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Assistindo ao programa “Saia Justa” da GNT, adquiri informações importantes sobre o tema: Os narcisistas nem sempre se expõem tão nitidamente. Existem muitos narcisistas disfarçados. Só eles sabem o quanto são incríveis. Deixam apenas rastros com um discurso sutil sobre suas grandes qualidades. O tímido é uma espécie de narcisista. Achar que entrando em um ambiente todos irão notá-lo, achar que o mundo está voltado para ele, é uma comportamento narcísico vivo. Diante desta visão do tímido, cheguei à conclusão de que o paranóico é um narcisista em potencial, sempre achando que está sendo seguido, que é visado, que estão confabulando contra ele. Neste programa, desenvolveram uma análise interessante sobre o super-herói: Tímidos (normalmente são) que se escondem na vida cotidiana através de um emprego simples, uma roupa normal. Em situações de perigo para a humanidade, são os salvadores, os grandes heróis. São super. Foram pontos i...

Narciso

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A primeira aula que tive no curso de formação em psicanálise foi sobre Narcisismo. Apaixonei-me pelo tema, mas levei anos para entender porque o narcisista era ao mesmo tempo uma pessoa de baixa auto estima. Relendo o livro “Perdas Necessárias” de Judith Viorst, cheguei ao capítulo que fala sobre o narcisismo. Vou desenvolver alguns pensamentos. Existe o narcisismo saudável que desenvolve o nosso amor próprio e, não só pelo motivo repetitivo dos livros de auto ajuda que frisam a coisa de amar a si mesmo para ser amado pelo outro, mas também porque o amor seguro pela minha própria pessoa enriquece o amor que o outro tem a me oferecer. Assim vamos eliminando as coisas que deterioram as relações: a dependência, o ciúmes excessivo, a insegurança etc etc etc. A pessoa que se sente segura com a sua imagem, que gosta do que vê no espelho, me refiro a não só a parte estética, ela tem propriedade para ir longe no campo sentimental, profissional e todos os campos da vida porque é...

Origem simbiótica

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Dizem, segundo lenda e mitos, que nossos corações foram divididos e a partir daí um começa a buscar o outro para ter a sensação de completude do ser. Isso é retratado em vários filmes e até historinhas reais de pessoas próximas. O livro, Jung e o tarô de Sallie Nichols*, aborda Jung, mitos, arquétipos e coisas assim. Travando um diálogo com arquétipo do tarô, pouco compreensível e que se julga muito importante, a autora questiona diante da postura tão impositiva, embora sábia e necessária do arquétipo: Se és tão importante porque é o número 2 e não um 1? E obtém como resposta que o 1 não é nada sem o 2. “Até o Todo-Poderoso ficaria impotente com um só, inclusive precisou das duas pernas do compasso para concluir sua obra, uma perna que fixa e estabiliza o seu centro e a outra que descreve a circunferência. Para fazer um todo é indispensável o dois.” Logo, para os que pensam que a necessidade que as pessoas têm de casar ou estar com alguém, seja algo imposto pela sociedade pode ...

Registros inconscientes

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Eu tenho uma profunda admiração pelo Freud, acredito que o motivo mais relevante foi ele ter trazido luz a teoria psicanalítica. Uma pessoa que enfrenta a sociedade da época para divulgar teorias tão avançadas merece o nosso respeito. Estendo também a minha admiração aos seus precursores que aprimoraram e defenderam tais teorias. Relendo sua obra cheguei a Inibições, sintomas e angustia . Sempre me apaixono pela forma didática como publicou seus escritos, acho tudo muito bem explicado. Resolvi passar aos leitores que me dão o prazer de ler meus textos, de forma bem acessível, uma visão resumida de uma teoria psicanalítica, “O retorno do recalcado”, que seria nada mais, nada menos, que o retorno com força dobrada de significantes jogados no campo do Inconsciente , resumindo a grosso modo. Na verdade Freud reconhece que não é o inventor do “recalque” * , mas seria este o pilar da psicanálise,o seu elemento mais essencial. Ao longo de nossa vida nos registramos os fatos de nossa históri...

BONECAS RUSSAS

U m filme que trata da busca amorosa, um assunto inerente ao ser humano. A grande maioria dos pacientes que passam no meu divã traz como foco da análise O AMOR. Seria esta a moral da história no filme? A busca incessante e infindável do amor? Quando achamos que aquele é o último tem sempre uma bonequinha dentro da outra para mostrar a continuidade, o inesperado, o novo. Normalmente observamos dois tipos de postura em relação ao amor, em uma delas o amor atual é vivido como se fosse o último e eterno, aquela coisa que transcende a vida, a grandeza do sentimento é tanta que achamos que não cabe nada além disso. Vive-se também como se fosse o primeiro, saboreando a novidade, o encantamento de todos os começos. X avier, o protagonista da história, é angustiado com o fato de escrever sobre amor, mas nunca viveu isso de forma verdadeira e duradoura. Como escrever sobre algo que não foi vivenciado? V ou me concentrar em três pontos do filme: 1º - O SOCIAL Xavier quer apresentar um...

PAI, MÃE, FILHOS...

> Outro dia acompanhei uma discussão no Orkut sobre a importância da tríade pai, mãe e filho na sociedade atual. A comunidade chama-se “psicanálise clinica”. A pessoa que abriu defendia o fato de que apesar dos valores da sociedade atual, nada substitui esta tríade fundamental para a construção psíquica saudável do ser. Ainda ressalta que um não consegue fazer o papel de dois e que o mito de PÃE é muito difícil de ser desempenhado de forma completa. Depoimento do Renato D’Martino: O mito do Pãe - Acumulo de função; o mito do Pãe A denominação “Pãe” é interessante e perigosa. Sugere onipotência (extremamente prejudicial como modelo de ser humano), um super-herói, alguém que na verdade não existe, pois deixa de viver sua própria vida em função do outro. Penso que a tarefa de cuidado dos filhos é sempre melhor sucedida quando feita em uma dupla, porém, em qualquer que seja a tentativa de dividir a pratica dessa tarefa, o afeto é um ingrediente indispensáve...

A BUSCA DO PRAZER

A luta constante com meus pacientes não é pela busca do prazer, mas onde este reside. Dependendo do grau de insatisfação, depressão, melancolia, fica difícil conceituar isso, enxergar, sentir. Até mesmo a baixa auto-estima leva a um boicote quanto a este “desfrute”.Muitos não se permitem e não se julgam merecedores desse tão almejado prazer. O alvo de prazer ou felicidade pode mudar muito de acordo com a situação, o momento. A nossa fonte de prazer de ontem pode não ser a mesma de hoje. Isso faz parte do amadurecimento, das mudanças de foco e, até mesmo, da prioridade das futilidades que nos permitimos desfrutar. Lendo o livro Manual do Hedonista, Dominando a esquecida arte do prazer , autor Michael Flocker , apreendi muitas coisas interessantes sobre o assunto. Flocker é enfático quando diz que o prazer não se limita a deitar em uma rede, não fazer nada mas “criar uma vida que seja ao mesmo tempo interessante e agradável” . Este prazer interessante e de qualidade não se trata de lux...